Livro da Editora Saraiva sobre bullying é adotado por escolas Imprimir e-mail

Image Um estudo nacional com mais de 5 mil alunos do 5º ao 9º ano, realizado pelo Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor (Ceats/FIA), mostrou que 10% desses estudantes são vítimas de bullying, 10% são agressores e 3% se dizem vítimas e agressores ao mesmo tempo.

 

A pesquisa também demonstrou que tanto as escolas quanto os professores não estão preparados para lidar com a situação, já que 21% dos casos ocorrem na própria sala de aula.

 

Ameaça virtual
Muitas agressões acontecem também no mundo virtual, com mensagens ameaçadoras em sites de relacionamento ou via torpedos pelo celular. Esse tipo de hostilidade ganhou o nome de cyberbullying e intensificou o problema.

 

Se antes as perseguições ocorriam apenas na escola, agora elas chegam até a casa dos alunos, às lan houses e a todos os lugares com acesso à internet, a qualquer hora do dia e da noite.

 

Agressão não é diversão
A questão do bullying é tão séria que levou a psicóloga Maria Tereza Maldonado a escrever sobre o assunto aos jovens. O livro A Face Oculta, da Editora Saraiva, tornou-se leitura obrigatória em diversas escolas do País.

 

A personagem principal, Luciana, gosta de ficar até tarde no computador, conversando com seus amigos e participando de jogos on-line. Quando passa a receber inúmeras mensagens ofensivas pela internet e pelo celular, fica transtornada e não sabe como agir diante do inimigo desconhecido. O problema é que logo a perseguição entrará também no mundo real, dentro da escola.

 

A confusão está armada. De um lado as vítimas, do outro os agressores. A questão é: quem fará alguma coisa para coibir essas ações?

 

Maria Tereza trabalha como palestrante em todo o Brasil e pôde constatar que as instituições de ensino e os pais reconhecem a importância da internet na vida dos jovens, mas também se preocupam com o uso excessivo dessa ferramenta, que pode potencializar comportamentos violentos.

 

“O trabalho conjunto entre famílias e escolas é essencial para criar uma cultura de não tolerância à prática do bullying e do cyberbullying, desenvolvendo uma rede saudável de relacionamentos em que fica claro para todos que agressão não é diversão”, diz a autora, explicando o tema de seu livro.

 

Conheça a obra: http://www.editorasaraiva.com.br/obrasDetalhes.aspx?arg=714485


Com informações do jornal O Estado de S. Paulo

 

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